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Versos a Vasco da Gama por um navegador que lhe tinha inveja e não ficou para a história

 

Retire para a Vidigueira, almirante
E por lá fique, entre vinhedos.
Deixe ficar quem fica e sinta-se bucólico
Apertando pêssegos nos dedos calejados da especiaria.

Porque eu, que daqui o vejo,
Muita merda lhe atiro, em feliz jorro
E mil samorins já verguei
Enquanto obrava ao relento.

Melinde? Mombaça? Ormuz e Calecute?
Puta que pariu, Vasco.
A Índia é já ali.
E não há Boa Esperança para os pulhas.

 
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